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Mostrando postagens de 2016

Poema: Ser adulto ou ser menino?

Quando a gente fica adulto A responsabilidade bate na porta A idade grita e exorta Tu não és mais menino! Mesmo querendo ser semente na horta Tens que dar frutos ao teu destino Quanto mais querer ser menino A vida não mais te suporta... Ela te expulsa de casa Do teu convívio familiar Agora tu tens somente tu Para cuidar Lavar, engomar e passar Não entende o viajante O aconchego de um lar... Em casa tem comida na mesa Carinho de mãe e gratidão Tem até briga de irmão Que bate sem malvadeza Mas digo com todo certeza Com a que piso nesse chão O maior erro de um menino É querer ser grande Mesmo sendo anão. Ah! Quando a gente é menino Brinca de não ter o que fazer Da dor a gente rir Mesmo sem nada entender O tempo a gente não conta As coisas não precisam estar prontas A gente faz acontecer... A cabeça cheia de coisa boba Mas tudo com sinceridade Longe de toda enganação O mundo é uma fantasia Com herói e alegria Tudo é o bom e verdade No caminho da ale

Reflexão: Pablo Picasso

Pobre e podre política - Frei Betto

Pobre política dos tapinhas nas costas, das mãos ansiosas por punhais sob sorrisos amarelos, dos potes de mágoas derramados no coração. Pobre política dedicada cinicamente ao papai, à mamãe e ao filhinho, e das maledicências esgueirando-se por gabinetes, a corroer dignidades, esgarçar patrimônios morais e aspergir cizânia nos campos da decência. Pobre política da pose maquiada para a foto, abraço descosturado de afetos, olhar altivo, o "papagaio-de-pirata" empoleirado sobre o alpiste da fatura de votos. Pobre política das entrevistas repletas de palavras e vazias de sentido, dos discursos adjetivados de promessas vãs, das recepções encharcadas de venenos retóricos, das audiências purgatoriais, das homenagens alinhavadas às costas pelo próprio homenageado. Pobre política que soma votos subtraindo princípios, faz conchavos inconfessáveis e promove acertos guardados no cofre de sigilos inomináveis. E das coligações órfãs de projetos, do balcão empregatício, dos prese

Reflexão: Madre Tereza de Calcutá

Orientações de um jovem eleitor cortesense: Eleições Municipais 2016

1) Aos candidatos a prefeito e vereador O povo é esclarecido, nestas alturas há muita gente decidida, para atraírem indecisos evitem troca de farpas e beijos nos palanques, elaborem propostas concretas para nossa cidade, para isso, utilizem-se da linguagem padrão da língua portuguesa (o povo gosta de candidato que fala bem! Muita atenção nas conjugações verbais, “mim” não faz nada, respeitem a pronúncia correta: “Plano” e não “Prano”! Dica: Curso de oratória, primário básico. Não me venham pedir votos, posso ser sincero de mais!   Já tenho candidato a prefeito e vereador! 2) Aos coordenadores de campanha Com relação a carros de som, respeitem a lei estadual: “Aquela que para atingir seus propósitos, necessita que lhe seja assegurado um silêncio excepcional. A faixa é determinada por um raio de 300m de distância de hospitais, escolas, bibliotecas públicas, postos de saúde ou similares.” (LEI Nº 12.789, DE 28 DE ABRIL DE 2005 - XII - ÁREA DE SILÊNCIO) 3) Aos eleitores 😎 Sintam-se espec

O Analfabeto Político - Bertotl Brecht

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.  O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. (Bertolt Brecht)

Reflexão - Gilbert Keith Chesterton

Liberte-se

Num mundo rodeado de tantas divisões, habitado por inúmeros construtores de muralhas, precisamos de edificadores de pontes... Num mundo alimentado pela cultura do consumismo, precisamos de difundir a caridade... Num mundo imbuído de individualidade, devemos resgatar a preocupação com outro... Num mundo ofuscado pela falta de expectativa, precisamos recuperar nossos sonhos... Num mundo de tantas palavras bonitas, cuidadosamente elaboradas por intelectuais demagógicos, de tantos discursos prontos, exaustivamente repetitivos pelas mídias, mas de tanta pouca constância e muita inutilidade; precisamos agir mais e problematizar menos.... Precisamos resgatar os valores heroicos, as utopias, as esperanças, precisamos erguer uma humanidade corajosa, que não tenha medo de se levantar contra as correntezas da vida, precisamos de homens e mulheres cheios de vontade de viver, de ser feliz, de colocar mais alegria na vida, de encontrar felicidade ao ver os outros felizes. Precisamos

O justo e o justiceiro - Padre António Vieira

Que os juízes hão de ser humanos; por isso não veem Cristo julgar em quanto Deus, senão em quanto homem. A humanidade é o realce da justiça: entre o justo e o justiceiro há esta diferença - ambos castigam, mas o justo castiga e peza-lhe; o justiceiro castiga e folga. O justo castiga por justiça, o justiceiro por inclinação: o justo com mais vontade absolve, que condena; o justiceiro com mais vontade condena, que absolve. A justiça está entre a piedade e a crueldade: o justo propende a ser piedoso; o justiceiro para ser cruel. (Padre António Vieira)

Reflexão: Guimarães Rosa

A jovem democracia brasileira...

A jovem democracia brasileira, fragilizada por suas instituições desacreditadas... A jovem democracia brasileira, descredibilizada por seus líderes envolvidos no jogo sujo... A jovem democracia brasileira, distorcida pelo espetáculo midiático, pela sujeira, pelo grito... Em meio a esta crise de representação política, a quem recorremos? Quem neste país tem reais condições de alavancar a economia e a boa política?   Diante de tanta manipulação, nosso povo se divide, de um lado, extremos defensores da situação, que muitas vezes não reconhecem as fraquezas do governo, do outro, a indignação, a revolta, a repugnância e a vontade louca de gritar: Fora! Fora! Deixando de lado a euforia, o calor do momento, é preciso encontrar em conjunto a solução, a saída para o fim desta catastrófica crise que além de política é moral. Em meio a tantos rumores de impeachment, não acredito ser este causa de redenção para nosso povo. Repito, o momento atual, requer muitas reflexões, para onde iremos