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500 Anos da Revolução Protestante

A celebração dos 500 anos da Revolução Protestante é uma ocasião muito oportuna para refletimos sobre o cristianismo atual, sobre a premissa da livre interpretação bíblica defendida por Martinho Lutero é quase impossível contabilizar a infinidade de igrejas existentes no mundo, do luteranismo autêntico às bizarrices neo-pentecostais e seitas ditas cristãs assistimos a um crescimento de um mercado religioso muito forte. 
Diante destas questões devemos considerar duas coisas: 
I- uma conciliação do catolicismo com estas confissões cristãs é algo impossível, ambas possuem dogmas muitos distintos entre si;
II- não podemos generalizar o protestantismo, existem instituições sérias e comprometidas com os valores evangélicos. 
Ouço muitos comentários infelizes que aguçam ainda mais o ódio entre as religiões, tenho vários amigos protestantes, nos amamos e nos respeitamos. Quando me falam que é impossível uma convivência fraterna sempre os tomo como exemplo, ecumenismo não é obrigar o outro a pensar como eu penso, mas é ter uma conversa sadia, que me faça refletir sobre o que eu creio, sempre que ouço um amigo protestante saio mais católico e mais convicto de minha fé e assim vice-versa. 
A história já tratou de nos dividir, esta divisão é irreparável, como sabemos dentro da teologia cristã divisão não vem de Deus, eis o desejo de Cristo: "Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste." (cf. Jo 17,21) Não podemos testemunhar Jesus neste mundo se não conseguimos sentarmos e conversarmos juntos, mais do que reformadores a Igreja precisa de cristãos autênticos que com sua vida consigam manifestar quão grandiosa é a experiência de crer. 
(Luis Felipe)

Pintura da Dieta de Worns 1521

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