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Mostrando postagens de 2020

Significados da vitória de Fátima e Eron

As derrotas são sempre mais didáticas para extrairmos explicações que as justifiquem. Depois delas, é fácil encontrarmos razões para a resignação e o inconformismo, diferentemente das disputas exitosas que nos levam a uma acomodação, ao conformismo não-reflexivo, também a uma euforia necessária. Julgo ser pertinente, no calor desta segunda-feira, pós eleições, entendermos os significados que tornam este pleito um evento importante em nossa jovem história política, que logrou a majoritária de Cortês a primeira mulher prefeita, Fátima Borba. O êxito desta campanha reside no conteúdo, nos meios e na forma de fazer política. Sobre este sucesso, algumas observações: 1. A disposição do grupo político do ex-prefeito Ernane Borba de escuta ao contraditório e a capacidade de realização de uma autocrítica. A construção de um projeto nasce a partir da destruição de visões cristalizadas e centralizadoras. As tomadas de decisão realizadas de maneira coletiva, favoreceram o entendimento do sentiment

Henrique, o homem de Deus

A Igreja no Brasil chora a perda de Dom Henrique Soares da Costa, bispo de nossa querida Diocese de Palmares, vítima da nefasta Covid-19. Conheci Dom Henrique Soares no ano de 2014, logo quando foi nomeado bispo de Palmares, lembro-me que naquele momento maratonava pelas madrugadas a infinidade de seus vídeos e textos na internet. Antes mesmo da publicação do seu livro “Escatologia - Sobre o Fim do Mundo”, eu já havia me adiantado e reunido os seus escritos disponíveis e os imprimido, o material era excelente. Algo chamava-me atenção naquele pequeno gigante. Identifiquei de imediato a sua singularidade. A forma apaixonada e apaixonante com a qual falava Cristo e da Igreja, a profundidade do seu conteúdo, o jeito culto, simples e catequético de expor as coisas celestes, mas, sobretudo, sua capacidade de cativar a todos. Felizmente tive o privilégio de conhecê-lo mais de perto, primeiro em minha paróquia, depois como “seu” seminarista, pois desta forma carinhosa ele nos chamava. Meu pr

Do vírus para nós

O momento presente é convidativo para fazermos uma revisão de nossa vida e direcionarmos para onde querermos ir enquanto civilização. Rever valores, reconstruir vínculos, cultuar o simples, são algumas das coisas que temos feito ou podemos fazer na reclusão de nossas casas. Penso que o vírus, este organismo invisível que nos atormenta, tenha nos empurrado para o palco real de nossa existência, no momento em que finalmente conseguimos a liberdade que tanto almejamos. Livres do nosso trabalho, livres de nossas aulas, de nossas reuniões entediantes, das companhias insuportáveis... Até o nosso inimigo invisível chegar era comum dizermos ou ouvirmos: “Preciso de um tempo para mim!” Pois é amigo este tempo chegou, e parece-me que ainda não estamos preparados para fazer uso dele. As músicas populares guardam uma porção de ensinamentos que nos auxiliam no entendimento da realidade que nos cerca, “O que é eu vou fazer com esta tal liberdade” , por exemplo, é uma canção brasileira de Fábio J